TAB UOL: Carpe diem é lotar bares e ruas na pandemia? O que a expressão significa

A filósofa Viviane Mose, autora do livro Nietzsche hoje. Imagem: Divulgação

“Carpe diem” já marcou tendências de tatuagem, perfume, música, filme, camiseta, bar, balada — e filosofia. Em tempos de pandemia, uma filosofia antiga, atual e polêmica. Na sexta-feira, 13 de março, dois dias depois da declaração de pandemia de Covid-19 pela Organização Mundial da Saúde, festas eletrônicas, casas de swing e bares continuaram abertos, indiferentes aos riscos do vírus Sars-Cov-2, como relatou a repórter Marie Declercq, do TAB.

“Todo mundo sai e foda-se, porque o mundo vai acabar de qualquer maneira”, definiu à época o empresário Facundo Guerra, do Vegas, sobre a vibe viver “como se não houvesse amanhã” no último fim de semana “pré-realidade”, isto é, às vésperas das diretrizes de isolamento no Brasil — que mal começaram em março e já podem ter terminado, como indica a reabertura das principais cidades do país, o segundo maior número mundial de mortes por Covid-19. Também foram registradas festas como “coronafest” (onde participantes pretendem contrair intencionalmente o vírus, na expectativa de conquistar a imunidade) ou “covid parties” (festas temáticas tentando “fazer dos limões uma limonada”). Depois, foram as “escapadinhas” para transar na quarentena, como reportou Tiago Dias, do TAB. Por trás dessas escapadelas, está um vestígio da ideia de que, já que a morte é o “destino de todo mundo”, — como relativizou o presidente Jair Bolsonaro, ao lamentar a ultrapassagem da marca de 30 mil mortos no Brasil –, é melhor viver intensamente o agora como se esse fosse o último dia antes do apocalipse. Ou, como diz o clichê, “não deixe para amanhã o que pode fazer hoje”.

Carpe diem, então?
“Carpe diem” é um dos lemas mais antigos da história ocidental. Cristalizada pelo poeta romano Horácio (65-8 a.C.) — “colhe o dia, e deixa o menos possível para amanhã” — diz a tradução moderna dos versos —, a expressão latina foi popularizada ao longo da história, traduzida comumente como “aproveite o dia”. Aliás, não só popularizada, mas “sequestrada”.

Leia o conteúdo completo dessa publicação, que conta com participação da Dra Ana Claudia Quintana Arantes, acessando a página TAB UOL clicando aqui.

Fonte: TAB UOL. Juliana SayuriColaboração para o TAB, de Toyohashi (Japão)

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