Cineclube da Morte, em Belo Horizonte

O projeto Cineclube da Morte nasceu em agosto de 2017 e acontece mensalmente no Caixa Belas Artes, em São Paulo, inspirado em encontros denominados “death cafés”, reuniões que tiveram origem na França e no Reino Unido. Foi criado pela Dra Ana Claudia Quintana Arantes e Tom Almeida e consiste na exibição de um filme que tenha a morte como assunto principal, seguida de um papo aberto com a plateia. Motivados pelo filme apresentado, todos os espectadores podem trocar percepções sobre filme, trazer questões filosóficas sobre o tema, tirar dúvidas, explorar suas vulnerabilidades, medos e o que mais emergir durante a exibição com a participação de especialistas.

Nesta edição especial criada para o VII Congresso Internacional de Cuidados Palitivos ANCP, além da presença da Dra Ana Claudia Quintana Arantes e Tom Almeida, teremos também a psicóloga mineira Luciana Carvalho Rocha como parte da roda de conversas. A sessão será no MIS Cine Santa Tereza, em Belo Horizonte no dia 23 de novembro, às 19h. Adquira seu ingresso pela internet, clicando aqui.

Sobre o filme:
A atriz Petra Costa decidiu se arriscar neste meio ao rodar um documentário sobre a irmã, Elena, que dá nome ao seu primeiro longa-metragem. Entretanto, o que se vê na tela é mais do que um mero retrato de um parente, mas uma busca devastadora por alguém que pouco se conhece de fato.

Elena
Antes de tudo, é preciso ressaltar que a diretora teve coragem. Nem tanto por fazer o filme, mas por remexer em momentos tão dolorosos que, independente de quem seja, machucam quando voltam à superfície. Isto sem falar do risco em expor este drama pessoal no cinema, permitindo que todos adentrem sua história e possam opinar sobre ela a seu bel prazer. Mas, deixando todas estas questões envolvendo o lado pessoal de lado, Elena é um grande filme principalmente pelas opções estéticas de Petra Costa. O tom poético nas imagens e na trilha sonora conferem ao filme uma beleza impressionante, impulsionada pela sinceridade explícita demonstrada pela diretora na história retratada. Sim, pois mais do que simplesmente contar a história da irmã, Elena cria um certo suspense sobre o que realmente aconteceu. Sabe-se que ela não está mais ali e, por mais que como isto tenha acontecido possa ser imaginado, quando a verdade vem à tona é de uma avalanche emocional contagiante.

Mais informações você encontra na página do evento no Facebook, clicando aqui.

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