Carlos Martins

11 episódios
Carlos Martins, 44 anos. Formação clássica em piano no Sport Operário Marinhense e continuação de aprendizagem com a pianista Maria do Rosário Font. Curso de Som e Imagem na ESAD.CR (Caldas da Rainha). Curso de Produção de Som na ETIC (Lisboa). Sou músico interveniente na Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e membro da direcção. Foi nesta associação que entendi o real poder transformativo da música, de como uma música com intenção pode resgatar momentos, memórias, pessoas, colocando-as em contacto com elas próprias e com os outros. A música será a plataforma onde todos se encontram num lugar comum, uma base que sustenta a experiência, a identificação, a compaixão capacitada pela vibração sonora que nos aproxima e proporciona a verdadeira conexão. Sou compositor na banda Caruma. Criei o projecto "E se escrevêssemos as canções?" que pressupõe despertar a criatividade em crianças desenvolvendo o seu lado mais primordial de criação. Fiz residências artísticas sob a alçada deste projecto no Atelier Arte Expressão (Caldas da Rainha), no Colégio Sagrado Coração de Maria, na Casa Fernando Pessoa em Lisboa, em escolas primárias e Centros de acolhimento temporário na Marinha Grande e Leiria. Maestro do coro da Universidade Sénior da Marinha Grande - Projectos de Vida Sénior. "A música deverá ser o menos invasiva possível, oferecendo apenas uma oportunidade ao ouvinte de ficar mais perto dele próprio, confiar toda a acção emocional, espiritual, cerebral, corporal e etc, nele. A música como forma de evolução pretenderá ter o mínimo de ego na composição, só o suficiente para ela ser forma e ter um caminho, mas um caminho largo onde caiba muita ou toda a gente.A forma musical pretende levar pela mão, não a um lugar específico, mas aonde cada um quererá ou precisará aceder, sendo toda e qualquer responsabilidade do que daí advir do próprio ouvinte. Assim, ele estará a compor a experiência com o músico, fechando-se o círculo. Este constrói um patamar cinzento e robusto, com alicerces mas sem paredes nem cores indicativas, evitando-se assim o risco de encaminhar o receptor a ir por aqui ou por acolá. Ao invés disso, ele -receptor- vai onde quer ou precisa, tendo como ponto de partida um determinado grupo de sons que, em conjunto, sustentam toda a experiência e dão estabilidade harmónica e de outras ordens à viagem que eventualmente poderá suceder. Nisto, o tempo tem talvez o papel mais importante já que a sequência é vital para o sucesso da composição, como a combinação dum cofre. Não obstante, haverá sempre espaço para a aleatoriedade que, usada com contenção, poderá abrir portas desconhecidas e abrir perspectivas não antes equacionadas.