Linhas Pares

Eu, Claudia Quintana, o caminho do meio de Ana Claudia de Lima Quintana Arantes, sou mulher feita de poesia. Vivendo há 43 anos, nasci tem pouco tempo, depois de perceber que a vida só precisa fazer sentido do lado de dentro. E do lado de dentro, sou poema. Nas horas vagas sou médica, e muitas vezes chego a pôr em receituário as orientações de tratamento complementar de poesia para meus pacientes.

E como isso funciona!! Assim, nos pensamentos vagueantes das reflexões sobre a vida e a morte, fui desenhando meu próprio horizonte de letras combinadas com roupa de domingo: a poesia. Olhando para as dores de alma, para os medos humanos e desumanos, para a coragem da fragilidade e para o reencontro do amor pela vida é que me engravido de versos e vou parindo a poesia pelos dias feitos de dias. Espero que vocês gostem dos pares de linhas que deixo de presente por aqui, nessa existência tão breve. Se existo, é porque alguém me vê e só escrevo, porque alguém me lê.

As palavras encontram seu poder quando chegam ao lugar que devem estar. E podem ser carinhos. De longe, os dedos escolhem as letras para versos ou prosas, mas é na pele que esses toques descobrem o que querem dizer. As palavras podem tocar a pele de leve, dando arrepios. Podem aquecer o peito e despertar um sorriso esquecido. Podem ser massagem relaxante ou um susto. Mas existem palavras que transformam de tal forma, que a pele troca e nós nunca mais seremos os mesmos depois de sermos tocados por estas letras sagradas que, mesmo em silêncios, abraçam. E estas linhas que meus dedos percorrem, nunca mais estarão sozinhas. Linhas Pares, que meus versos te acariciem.

Palavras Flores
Num silêncio interno, o pensamento está presente, mas não é possível percebê-lo, pois as palavras que antes se espremiam na saída da mente, agora se aquietam e esperam serenamente pelo momento certo de nascer. Palavras quando nascem no momento certo, viram as palavras escolhidas pela poesia e florescem. Queria aprender a plantar Palavras Flores. Se o desafio maior é estar presente no intervalo entre nascer e morrer, ser capaz de estar na quietude entre um movimento e outro, vamos então meditando poemas. Só a poesia permite palavras em estado meditativo.
Claudia Quintana

Serviço:
Linhas Pares
Scortecci Editora
ISBN 978-85-366-2549-2
108 páginas
R$ 30

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